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Solução do quebra-cabeça deslizante 3×3 — o exemplo trabalhado mais simples

Oito peças, uma célula vazia, um tabuleiro 3×3. O mais pequeno quebra-cabeça deslizante não trivial e o sítio onde o método de linhas e colunas se mostra com clareza. Trabalhado, posição por posição.

Atualizado 2026-05-20 5 min de leitura

O tabuleiro 3×3 é do tamanho certo para se aprender técnica de quebra-cabeças deslizantes. É pequeno o suficiente para se ver o tabuleiro todo de uma vez, mas grande o suficiente para exigir uma estratégia real. Qualquer puzzle maior reduz-se a um endgame 3×3, pelo que o tempo investido aqui é compensado muitas vezes.

Este artigo percorre uma solução completa.

O objetivo

Um puzzle 3×3 resolvido tem este aspeto:

 1  2  3
 4  5  6
 7  8  _

Peças 1 a 8 por ordem de leitura, vazio no canto inferior direito.

Uma posição inicial de exemplo

Imagine que misturou e acabou com:

 4  1  3
 7  2  6
 _  5  8

A célula vazia está no canto inferior esquerdo. As peças 4, 1, 3, 7, 2, 6, 5, 8 estão espalhadas.

Passo 1 — colocar a peça 1 no canto superior esquerdo

A peça 1 está atualmente na posição 2 (centro superior). Precisamos dela na posição 1 (canto superior esquerdo). É um único deslize:

Mover o vazio do canto inferior esquerdo até à posição 2 deslizando o 7 para baixo, depois o 2 para baixo, depois o 1 para baixo — mas isso move o 1 para o lado errado.

Melhor: contornar com o vazio. Deslize o 5 para a esquerda para o canto inferior esquerdo, depois deslize o 2 para baixo, depois deslize o 1 para a esquerda para o canto superior esquerdo.

Resultado:

 1  3  _
 4  2  6
 7  5  8

A peça 1 está colocada. (A sequência exata varia; o que importa é que o 1 fica na posição 1.)

Passo 2 — colocar a peça 2

A peça 2 precisa de estar na posição 2 (centro superior). Atualmente está na posição 5 (centro).

Deslize o 3 para a direita para o vazio, deslize o 2 para cima para o centro-topo agora vazio:

 1  2  3
 4  _  6
 7  5  8

Quase lá.

Passo 3 — colocar a peça 3 no canto superior direito

É aqui que entra a manobra em L do canto. A peça 3 já está na posição 3 (canto superior direito). Boa — mas normalmente não seria assim por sorte.

Se o 3 estivesse noutro lado, a técnica seria:

  1. Colocar a peça 2 no canto superior direito em vez disso (temporariamente fora de posição).
  2. Colocar a peça 3 diretamente abaixo do 2 (na posição 6, centro à direita).
  3. Rodar o par em sentido horário: deslizar o vazio para o canto superior direito (deslocando o 2), deslizar o 2 para a esquerda, deslizar o 3 para cima, deslizar o 2 para a direita.

Depois disto, as peças 2 e 3 ficam nas posições corretas e a linha de cima fica travada.

No nosso caso sortudo, em que já estava colocada, não é preciso nenhuma rotação.

Passo 4 — colocar a peça 4 (coluna da esquerda)

A peça 4 está na posição 4 (centro à esquerda). Precisa de ficar aí. Atualmente o tabuleiro é:

 1  2  3
 4  _  6
 7  5  8

A peça 4 já está na posição 4. Sortudo outra vez.

Passo 5 — o 2×2 de baixo

O que resta é a região 2×2 do canto inferior direito: as peças 5, 6, 8 mais o vazio no centro. O objetivo nesta região:

 5  6
 8  _

Atualmente:

 _  6
 5  8

Três movimentos: deslize o 5 para cima, deslize o 8 para a esquerda, deslize o 6 para baixo. Espere — deixe-me verificar.

A partir de:

 _  6
 5  8

Deslize o 5 para cima para o vazio:

 5  6
 _  8

Deslize o 8 para a esquerda:

 5  6
 8  _

Pronto. Dois movimentos.

O tabuleiro totalmente resolvido

 1  2  3
 4  5  6
 7  8  _

Total de movimentos neste passo-a-passo: cerca de 10. Um 3×3 típico exige 15-30 movimentos com o método de linhas e colunas, conforme a posição inicial. O 3×3 mais difícil possível leva 31 movimentos com um solver ótimo — perto do que um humano cuidadoso consegue.

O que viu

Três coisas, por ordem:

  1. Colocar as peças 1, depois 2 — deslizes diretos que trazem cada peça à célula certa.
  2. A manobra do canto — o truque que coloca a última peça de uma linha (e que teria sido necessário se o 3 não tivesse começado já no sítio).
  3. O endgame 2×2 — três peças mais o vazio, que é essencialmente um puzzle de rotação.

Estas três coisas são a totalidade da técnica de quebra-cabeças deslizantes. Tabuleiros maiores acrescentam mais iterações dos mesmos três passos. Nada mais muda.

O que jogar a seguir

Quando um 3×3 lhe levar 30 segundos, o puzzle 4×4 é o passo natural. As mesmas três técnicas aplicam-se; só faz duas vezes — uma na camada externa (linha de cima + coluna da esquerda), outra no endgame interno 3×3.

Se está a ensinar uma criança, o quebra-cabeça de imagem 3×3 é o tamanho certo para começar; veja quebra-cabeça deslizante para crianças.

Se chegou aqui para verificar uma solução de um tabuleiro específico, a única ferramenta de propósito geral é um solver em software — um programa simples que devolve a sequência ótima em microssegundos. Muito mais interessante do que ler um exemplo trabalhado, mas vale a pena regressar aqui quando quiser perceber porque é que uma determinada sequência de movimentos funciona.